Há certas ilhas, bem como certos vulcões, cuja data de nascimento pode ser fixada com exactidão. Ao largo da Islândia, em 11 de Novembro de 1963, teve início uma gigantesca erupção vulcânica submarina. Ao fim de poucos meses o vulcão formou uma nova ilha, baptizada com o nome de Surtsey, que hoje se estende por 2,5 quilómetros quadrados e se eleva até 171 metros acima do mar.
Mas há ilhas vulcânicas muito maiores e mais famosas: as ilhas Hawai.
Estas ilhas, situadas no meio do oceano Pacífico, nasceram de enormes erupções, que criaram cones vulcânicos mais altos do que qualquer montanha da Terra. Mas as ilhas Hawai constituem um fenómeno único e surpreendente também por outro motivo. Os vulcões submarinos são movimentados por um ponto quente, ou seja, uma zona da crosta terrestre sob a qual sobe, das profundezas do manto, uma corrente de magma fundido. É esta forte corrente que dá vida aos vulcões. Ora, no caso das ilhas Hawai há um facto curioso. O ponto quente permanece fixo, sempre na mesma zona do manto, enquanto o fundo do Pacífico se move. O resultado deste fenómeno é uma fila de vulcões. Com efeito, à medida que o fundo desliza, o vulcão recém-formado é deslocado para fora do raio de acção do ponto quente e, em pouco tempo, apaga-se. Mas, no seu lugar, o ponto quente cria um novo vulcão. Esta espécie de linha de montagem dos vulcões produziu cerca de 2000 novas ilhas, muitas das quais voltaram a desaparecer, desgastadas pela chuva e pela força das ondas.
Fonte:
PINNA, Lorenzo – A Terra. Matosinhos: QN-Novas Tecnologias de Informação, 2002. ISBN 972-8735-30-8




